Prevenção e cuidado

Prevenção do suicídio: falar sobre dor pode abrir caminhos de cuidado

Marilda Mercedes — Psicóloga Clínica — CRP 12/02987
Atualizado em 6 de outubro de 2026

Falar sobre suicídio exige responsabilidade, cuidado e respeito. O tema não deve ser tratado com sensacionalismo, julgamento ou frases simplistas. Quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, geralmente há uma dor psíquica intensa, sensação de desamparo e dificuldade de enxergar alternativas naquele momento.

É importante levar a sério sinais como falas sobre não querer mais viver, sensação de ser um peso, despedidas, isolamento repentino, piora importante do humor, desesperança, aumento do uso de álcool ou outras substâncias, comportamento impulsivo ou organização incomum de pertences e assuntos pessoais.

Perguntar com cuidado não incentiva o suicídio. Pelo contrário, pode abrir uma possibilidade de fala para alguém que se sente sozinho. Uma pergunta simples e direta, feita com presença, pode ajudar: “Você tem pensado em se machucar ou em não viver mais?”. Se a resposta indicar risco, a pessoa não deve ficar sozinha.

Em situação de risco imediato, procure ajuda de emergência: SAMU 192, pronto atendimento, hospital, serviço de saúde mental da rede pública ou pessoas de confiança que possam permanecer junto à pessoa. O CVV atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, todos os dias, oferecendo apoio emocional sob sigilo.

Na perspectiva da Terapia Focada nas Emoções, a dor precisa ser escutada antes de ser corrigida. Muitas pessoas em sofrimento intenso ouvem frases como “pense positivo”, “você tem tudo” ou “isso é falta de fé”. Embora possam vir de uma tentativa de ajudar, essas falas tendem a aumentar a solidão. Escutar, validar a dor e aproximar ajuda concreta costuma ser mais cuidadoso.

A psicoterapia pode fazer parte do cuidado quando há sofrimento emocional, ideação suicida passada ou necessidade de compreender padrões de dor, isolamento e desamparo. Dependendo do caso, acompanhamento psiquiátrico e rede de apoio são fundamentais.

Se você está em sofrimento intenso, não atravesse isso sozinho. Procure ajuda agora. Se você está ao lado de alguém em risco, fique presente, reduza meios de autoagressão quando possível e acione apoio profissional ou emergência. Dor psíquica precisa de cuidado imediato, não de silêncio.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui avaliação psicológica individual. Em situação de risco ou crise, procure atendimento de emergência.

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Marilda Mercedes — Psicóloga Clínica — CRP 12/02987. Terapeuta Focada nas Emoções — Nível III — ISEFT. Psicoterapia individual para adultos e terapia de casal, com atendimento presencial em Joinville e online. O conteúdo deste site é informativo e não substitui avaliação psicológica individual.

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